MANÉ GARRINCHA

MANÉ GARRINCHA

Coisas da bola

Coisas da bola são relatos de fatos vividos por mim, histórias contadas por amigos e outros frutos da minha imaginação.

Qualquer semelhança será puro acaso.

“Jair da Silva Craque Kiko”

32 ANOS DA MORTE DO ANJO DE PERNAS TORTAS

Manuel Francisco dos Santos ou simplesmente Mané Garrincha.

Morreu em 20 de janeiro de 1983 de cirrose hepática aos 49 anos de idade. Considerado por muitos como o maior jogador de futebol de todos os tempos, tinha dribles desconcertantes apesar de suas pernas tortas. Conhecido como o Anjo de Pernas tortas e A Alegria do Povo, foi um dos jogadores mais importantes da Copa do Mundo de 1958 e da Copa de 1962 quando o Pelé se contundiu e ele assumiu o papel de protagonista.

O escrete brasileiro nunca perdeu quando Garrincha e Pelé estavam juntos em campo.

Crônica do Poeta Carlos Drumond de Andrade um dia após a sua morte:

Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.

Para ilustrar e homenagear o saudoso Manoel.

OLHA O MANÉ

Na década de 1970 houve um embate  entre o Tabu de Clevelândia e a Seleção Brasileira de Masters. A ala direita da seleção era composta por Djalma Santos e Garrincha. O escrete canarinho chegou na noite anterior ao jogo e os atletas foram direto para a “bocada”. No dia do jogo a cidade parou e a casa estava lotada. Começou então a peleja com a saída de bola para a equipe visitante. Garrincha recebeu a redonda na ponta direita, olhou para o lateral marcador e passou correndo por cima da bola deixando-a parada, o lateral correu atrás do Mané. Garrincha voltou correndo e passou novamente por cima da pelota e o lateral acompanhou, e a bola parada no mesmo lugar. Garrincha então ameaçou que iria correr e parou, o lateral correu e quando foi parar escorregou e caiu de maduro. A massa foi ao delírio. O camisa 7 então retirou a camisa e saiu de campo. O lateral também saiu de campo, retirou a camisa e foi dar uma dura no Mané: Porra cara! quer acabar com a minha carreira? Mané respondeu, que carreira! com essa bola cagada que você joga é melhor procurar outra profissão. O Tabu perdeu o jogo por 1 x 0, gol do atacante Lance que tinha jogado no “Curintia”. O lateral ficou conhecido como Olha o Mané.

Comente pelo Facebook

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *