As horas se aproximavam das onze. Batendo pernas, mancando com a destra, aquela que esticara muitas vezes os cordéis contrários, pelo centro de União da Vitória lá ia o Craque Kiko passando pela frente da Casa Estrela em direção da Catedral. Sorriu, quando lá adiante avistou o Craque Taco, que se locomovendo em sua direção, também mancava com a destra, aquela que deu muitas alegrias aos torcedores iguaçuanos com tentos inesquecíveis.
Antes de se aproximarem um do outro via-se os largos sorrisos, pois ambos sabiam que a prosa ia ser da boa e divertida. Já frente a frente, o Craque Kiko falou:
– Vamos trocar de perna, você fica com a minha e eu fico com a tua. Talvez as dores cessem.
Dando enormes risadas, o Craque Taco respondeu:
– Não dá. Nós vamos ficar com uma perna de cor diferente.
Também rindo, e muito, Craque Kiko completou:
– Não tem problema. Agora é moda usar cores diferentes. Por que não nos cambitos?
A resenha foi como esperada. A prosa foi sobre as muitas alegrias que viveram dentro dos palcos verdes neste mundão chamado Brasil.





