FERROVIARINHO – FICOU MARCADO NA HISTÓRIA

FERROVIARINHO – FICOU MARCADO NA HISTÓRIA

Paralelo aos torneios e campeonatos da LERI – Liga Esportiva Regional  Iguaçu, também na década de 1960, corria solto campeonato não tão concorrido, como o do Colégio São José. E nesse campeonato, despontavam equipes cujos atletas mais tarde defenderiam as cores de agremiações que disputavam os famosos campeonatos da Leri.

Entre essas equipes menos expressivas, figurava o quadro do Ferroviarinho. Treinava e mandava jogos em um campinho localizado onde hoje em dia é o Sesi de União da Vitória.

Lembrando também, que o referido campinho, na parte central tinha um poste de trilho, e que, em uma de suas laterais havia um valetão, por onde escorria o óleo diesel que era retirado das máquinas de trem que sofriam manutenções no galpão que ficava nas proximidades. Vale salientar, que muitos atletas que passaram por ali, tem a lembrança de ter se chocado com o poste e caído no valetão.

Uma outra lembrança, é que o Ferroviarinho foi o maior papa títulos dos torneios dominicais que eram realizados no Campo do Nacional (Em frente da Empresa Miguel Forte), além de que, era convidado para partidas amistosas em nossa região.

Jogo em Mallet

O jogo amistoso era na cidade de Mallet. A equipe do Ferroviarinho, logo cedo, embarcou no trem e seguiu com destino à cidade. A partida de futebol realizada no início da tarde transcorreu normalmente. Após o jogo, os atletas foram participar da tarde dançante organizada para eles, em um salão perto do campo. Terminado o “rala coxa”, o pessoal se dirigiu para a estação ferroviária e ficou no aguardo do trem que vinha de Ponta Grossa e, segundo informações, estava atrasado em mais ou menos uma hora. Então, foi comprado em um bar perto da estação, uma garrafa de Crush (refrigerante) e uma de cachaça, que foram misturadas, e todo mundo foi para o “trago”. Era visto que após o pessoal encher o “piquá” alguma besteira seria feita.

Perto da estação havia uma residência e nos fundos do terreno, que fazia divisa com os trilhos, tinha uma patente (privada). Não se sabe quem arrumou um arame e amarrou a patente ao trem que acabara de chegar. Quando o comboio partiu, derrubou e arrastou a patente até ela se desmantelar em pedaços. Pelas janelas, dava para ver o proprietário com as mãos levantadas e aos gritos pedindo para o trem parar.

Durante a viagem de retorno, o medo  tomou conta dos autores da barbaridade e foi um silêncio só. O pessoal percebeu que a “cagada” feita poderia trazer complicações. Por isso, antes mesmo que o trem chegasse e parasse na estação de União da Vitória, os atletas do Ferroviarinho saltaram e, foi essa atitude que fez com que eles conseguissem se safar da malvadeza feita, até porque, a polícia já estava na espera. Tinha sido avisada pelo agente da estação que havia recebido uma mensagem via telégrafo lá da cidade de Mallet.

 

 

 

 

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