Se criaram nas beiradas do decadente e em vias de finar Estádio Enéas Muniz de Queiróz – vontade dos muitos especuladores imobiliários do Vale do Iguaçu. Filhos de famílias amantes do futebol, desde pequenos davam seus bimbaços e viviam esticando barbantes.
Peleando em campinhos pelos arredores da Vila Ferroviária foram aprimorando as suas qualidades técnicas. Daí, foi um pulinho ascenderem às categorias do dente de leite, juvenil e aspirantes, até vestirem o manto do quadro principal do Ferroviário Esporte Clube, o esquadrão com mais títulos do nosso futebol amador.
Com chute forte, muito técnico, Roni atuava pelo setor de criação. Suas atuações eram um colírio para as vistas. Se achasse uma brecha na barragem humana, quando arrematava para o arco contrário era um “deus nos acuda” – o golquíper tremia na base. Muitos torcedores iam aos estádios somente para vê-lo atuar. Tratava a “deusa branca” com tanto carinho que ela chegava a grudar nas suas chancas, tanto é, que fez parte do elenco da Associação Atlética Iguaçu na década de 1970.
Roni hoje desfruta da sua aposentadoria e tem residência no interior de nossos municípios.
Filho de um dos maiores beques que passou por este nosso chão, José Ruski que chegou a pelear pelo tricolor da Vila do Morumbi, São Paulo, a outra figura se chama José Luís Ruski, hoje alcunhado de Ruscão, presidente da Pantera Azul Dourada.
Dianteiro fuçador e com faro de tento, Ruski infernizava a becaria da cozinha contrária. Quando arrematava para o arco adversário o guarda-vala se via em palpo de aranha e um dos acontecimentos era tido como certo – o arqueiro batia roupa ou nem via por onde o balão entrou para ninar.
Ruskão também teve a honra de defender as cores iguaçuanas dentro do relvado. Hoje é o presidente da Associação Atlética Iguaçu.
Roni e Ruski, tive a honra de pelear ao lados destas “crianças”.
Informações e mídia – Craque Kiko.




