Era a última peleja da primeira fase. Ainda figurando no topo da tábua classificatória geral antes do início da última rodada, um triunfo neste domingo, 30 de agosto, ainda mais, frente ao lanterna da chave e já desclassificado, abriria para o Iguaçu a oportunidade de enfrentar no primeiro mata-mata o oitavo colocado, teoricamente o de pior nível técnico do certame.
Fofocas chegavam de São Mateus do Sul que o treineiro e os boleiros contratados para os confrontos de 2026 já tinham abarrotados as suas malas e armado o capote para seus lugares de origem. Portanto, ao vento diziam, o onze são-mateuense porfiaria composto pela piazada da base. Será?
Questionado por muitos por ter colocado a campo no domingo anterior um esquadrão com sete alterações e ter mexido na espinha dorsal, e que se não fosse o golquíper iguaçuano, voltaria de Irati com o ônibus mais pesado pela sacola cheia de tentos que traria no porta bagagem, o comandante técnico Luiz Tosta deveria mandar para o ruim relvado do Antiocho Pereira sua força total. É bom que se frise, Tosta não estaria no banco junto com os regras três por estar suspenso.
Além do quadro visitante ser favorecido pelas péssimas condições do “palco verde” que sofreu “melhorias” durante a semana como troca de várias leivas e colocação de areia nas crateras, o porteiro do Céu abriu as torneiras já na madrugada deste domingo.
Também, os cornetas e adeptos da teoria da conspiração jogavam ao vento que o homem da “mala branca” passeou fisicamente pela cidade do Xisto e tinha atado contrato com o Samas. Será? Afirmavam que mesmo tendo treinados só com os canos das meias, eles tinham uma trama secreta. Botariam fervura na água, mesmo que fosse da chuva. Colocariam a alma na ponta das chancas. Quem foi no Antiocho queria testemunhar. Era esperar para assuntar, mas parte disso era fuxico.
Não podemos dizer que o balão rolou porque isso era quase impossível quando sua senhoria trilou o seu apito iniciando o cotejo. As poças de água eram as protagonistas. Ligações diretas, bico daqui, chuveirinho de lá, escorregões e tombos nos dois lados.
O balão de couro pouco chegou na zona de perigo dos dois arqueiros, até que, aos 27 minutos o Iguaçu inaugurava o marcador fazendo o tento solitário da primeira metade. Após lance tramado pelos dianteiros iguaçuanos o balão veio da esquerda e encontrou o meia Bruninho na direita, solto que nem um passarinho. Bruninho controlou o capotão e deu um corte em dois beques deixando-os sem pai e sem mãe. Já dentro da grande área, levantou a cabeça e vislumbrou a posição do quíper. Com a categoria de poucos, de perna canhota, meio que chapando, endereçou o capotão no canto baixo direito. O guapo do Samas sujou a farda, se esticou todo, mas não deu para ele. O balão de couro beijou as suas malhas. E, o escore parcial ficou nisso, 1 tento a 0 para o Iguaçu. Preocupa o elenco iguaçuano, pois o seu melhor chutador de linha, Bruninho, ao efetuar um lançamento de longa distância, aos 29 minutos sentiu a perna e foi substituído.
Veio o segundo tempo. São Pedro tinha dado uma trégua nas águas e o Sol com vergonha, às vezes mostrava a fuça. Com a troca de lados, os dianteiros iguaçuanos iriam usufruir do melhor relvado, tendo mais chances de tentar rolar a peca. Decorridos 7 minutos, após o centro de um tiro esquinado executado por Aldrey, da direita, Rafão que peregrinava pelo setor, da entrada da pequena área, posicionado no primeiro pau, testou bonito para o chão e burlou a vigilância do arqueiro visitante. Era o segundo tento do cotejo, 2 a 0 para a Pantera Azul Dourada.
Com o gramado em péssimas condições, com chances esporádicas para os dos esquadrões o escore final permaneceu sem alteração.
Com esse triunfo o quadro da Associação Atlética Iguaçu fica na parte mais alta da tabela geral. Ganhou o direito de pelear com o oitavo colocado na próxima fase, de mata-mata. Se verá de focinho com o Iraty. Na primeira contenda porfiará fora dos seus domínios, na cidade de Irati, possivelmente no Estádio Emílio Gomes. As data e horário ainda está indefinida.
Levantamento do confronto
Associação Atlética Iguaçu 2 x 0 Samas Sport Club
Apitador – Diego Ruan Pacondes da Silva. Auxiliado pelos bandeirinhas Daniel Pereira Melere e Joaquim Mendes da Costa.
Público extraoficial (de boca, nos bastidores) – cerca de 390 pessoas. A grana não foi informado.
Tentos – Bruninho (27’1ª) e Rafão (07’2ª).
Chutadores amarelados – Pelo Iguaçu: Miranda, Deivison e Rafão. Samas: Victor, Thiago e Carlos.
Alinhou o Auri Cerúleo: Lucas Bento, Aldry (Alanzinho), Rafão, Mateus Gustavo, Brayan, Miranda (Kaleu), Adão, Araújo © (Deivison), Rafael, Bruninho (Pedro Lucas) e Irapuan (Bruno Miguel). – Treinador – Zico Flenik.
Formou o Samas: Carlos, Bryan, Pedro, Heverton Luís © (Juliano), Flávio Ricardo, Matheus Cruz, Batistaca, Luiz Henrique (Wesley) , Renan (Sony), Luiz Felipe (Thiago) e Victor (Lucas Manoel). Treinador – Gleison da Silva.
Informações e mídia – Craque Kiko.





