Os chutadores são dos anos 70. As pelejas eram travadas no Estádio Enéas Muniz de Queiroz, o já lendário estádio da Caixa D’água. A sede iguaçuana e os alojamentos dos boleiros, alguns solteiros, continua no mesmo lugar. Aqueles com certo nome, diferenciados pela qualidade técnica, moravam em apartamentos ou casas alugadas bancadas pela diretoria.
No retrato, com certeza dos anos 1975 e 1976 podemos distinguir os chutadores, nominados da esquerda para a direita:
Gelson Bastos Scott – em todas as minhas andanças atrás do balão de couro foi o melhor beque que vi atuar. Além de ser polivalente, possuía uma categoria fenomenal. Inclusive, no Certame de 1976 foi escolhido como um dos melhores quartos-zagueiros. Para muitos do ramos futebolístico não se entende o porquê de não ter tido mais sucesso na carreira. Já falecido.
Ali Fauz – foi o autor do tento do esquadrão iguaçuano que daria o primeiro triunfo contra o Clube Atlético Paranaense. O prélio muito pegado foi no Enéas Muniz de Queiroz. Choveu de caneca antes do cotejo naquele 19 de outubro de 1975. O dianteiro Ali fora mandado à campo no intervalo. Aos 3 minutos, pela direita, quase sem ângulo, Ali derrubava a cidadela atleticana, pegando o arqueiro Clarino no contrapé. Hoje, Ali é um famoso causídico na capital paranaense.
Nêdo Xavier – teve poucas atuações pelo esquadrão iguaçuano. Peleou em várias agremiações pelo país. Também foi treinador em muitos times.
Renato Jarshel – conhecido pelo tamanho como Renatão. Centroavante de área. Exímio cabeceador. Era um verdadeiro terror dos beques. Oriundo do futebol amador da cidade de Canoinhas, onde residia e era funcionário do Banco do Brasil. De saudosa memória.





