MAIS UMA FIGURA QUE FEZ HISTÓRIA NO CAPOTÃO DE PORTO UNIÃO DA VITÓRIA.

MAIS UMA FIGURA QUE FEZ HISTÓRIA NO CAPOTÃO DE PORTO UNIÃO DA VITÓRIA.

Para não variar, era um sábado. Manhã calma nos centros das cidades de Porto União e União da Vitória. O tradicional banco da principal avenida no lado paranaense ainda estava vago. Muitos daqueles boleiros que tem lugar cativo ali não tinham dado o ar da graça. Até que, surge um, surge outro. Primeiro o Craque Kiko, logo em seguida o Craque Barbosinha (se comparados com os canelas duras da atualidade, eram craques…kkk). E, como sempre, o futebol foi o centro das prosas. Histórias daqui e dali, risos daqui e dali. Também, fofocas daqui e dali. Como sempre, aquela manhã de sábado foi muito alegre.

Corria o ano da graça, 1959. Com 19 anos, despontando para o futebol, magricela, arisco e muito veloz, Barbosinha era um terror pela extrema direita. Defendia as cores encarnadas do União Esporte Clube, esquadrão mais antigo das cidades. Nos treinamentos, quando o treinador colocava em posição contrária os dianteiros e os beques o pau comia solto. O ponteiro somente era contido na botinada, principalmente pelo asa-médio-esquerdo titular, o famoso Assunção. Tinhoso, Barbosinha fazia “fusquinhas” e atiçava o dito Assunção, e ele vinha com tudo. Uma tesoura voadora era inevitável. O arisco extrema se esquivava e fuxicava: Assunção! Hoje não é dia de poda de eucaliptos (a goleira dos fundos do Estádio Antiocho Pereira era repleta de uma plantação de eucaliptos). A rivalidade entre os dois ficou tão grande que, como pólvora queimando, correu pelos vários cantos das cidades. Tanto é, que nos treinamentos do União, os amantes do esporte bretão se dirigiam até a baixada unionense para ver os previstos e acontecidos duelos.

Campeão invicto pelo Certame da L.E.R.I. em 1959, atuando sempre pelas extremas do União Esporte Clube, Luiz Rebinski, o nosso Barbosinha marcou época. Ainda com a medicina caminhando em passos de tartaruga, foi diagnosticado pelo médico do Clube com um problema sério no coração. Teria que parar de atuar.

Nos dias de agora, beirando aos noventa anos de idade, esbanjando saúde, Barbosinha afirma com muita satisfação para os seus amigos, que não sabe o que é tomar um comprimido de remédio. Sem deixar o balão de couro cair, fazendo embaixadas, sobe as escadarias das arquibancadas do Estádio do Ferroviário e Morro do Cristo. Na metade das escadarias faz cerca de cem flexões.

Esse é um pouco da história do meu amigo Barbosinha. O “Homem” não é fraco. Saúde, muita saúde te desejo meu amigo… Esteja sempre com o Papai do Céu.

Luiz Rebinski Barbosinha será um dos homenageados no lançamento do livro, previsto para o mês de julho: “O Futebol desde a bola de tento”.

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